Os resultados desportivos só aparecerão com a
conjugação de três missões a que se propõe o novo Secretário de Estado de
Desportos, Gilberto Mendes: recuperar as infraestruturas desportivas, devolver
a dignidade aos atletas e incentivar as federações desportivas nacionais a
trabalharem por objectivos maiores.
O novo Secretário de Estado de Desportos, Gilberto Mendes, entende que o País não sofre do
mal da falta de infraestruturas desportivas para a prática de diversas
modalidades desportivas.
Pelo contrário, Moçambique dispõe de recintos desportivos
bastantes, mas que todavia precisam de ser intervencionados para que estejam
aptos para a sua utilização.
A título de
exemplo, Mendes disse que todas as
escolas públicas nacionais têm infraestruturas para a prática de diversas
modalidades, desde o futebol, basquetebol, andebol, voleibol de sala, hóquei,
entre outras.
Deste modo, “não
precisamos necessariamente de infraestruturais. É uma questão de pontenciarmos
as existentes, reabilitarmos se necessário e colocar os atletas a praticarem
desporto nesses mesmos recintos”, projectou.
Sobre a
estratégia para o aproveitamento de tais infraestruturas, o Secretário de Estado de Desportos falou da necessidade de
reaproximação entre os clubes e as escolas, fundamentando como exemplo a
recuperação da piscina da Escola
Secundária Estrela Vermelha pelo Clube de
Desportos Tubarões de Maputo.
O Atleta como a
principal estrela do desporto
Num outro
capítulo, Gilberto
Mendes assumiu que na qualidade de chefe do
desporto nacional lutará para que os atletas deixem de desempenhar um papel
secundário na sociedade moçambicano, “devolvendo-os
o orgulho de serem atletas e a elevar a sua auto-estima ao de cima, por forma a
que os resultados apareçam naturalmente”.
“É, a partir de já, nossa missão resgatar
todas as referências do País, indo ao passado buscar tudo aquilo que já tivemos
de bom para mostrar aos novos artistas e actores do presente que Moçambique já
foi uma potência no desporto”, disse, acrescentando que “já tivemos grandes atletas e grandes treinadores, pelo
que não estaremos a inventar nada se exigirmos que os resultados apareçam”.
Temos de pensar em
coisas grandes e não redutoras
Adiante, o novo
homem forte do desporto nacional, Gilberto
Mendes, lembrou o mítico Eusébio que, conforme disse,
em 1966 foi capitão da selecção
nacional de Portugal. “E se em 1966 já estávamos em terceiro lugar no Campeonato de Mundo de Futebol, o que nos impede de
pensarmos em alcançar a fase final de um Mundial e não num pensamento tão
redutor de chegar ao Campeonato
Africano das Nações?”, questionou para, de seguida, trazer respostas.
“Penso que é uma questão de estado de
espírito, de pensamento e de foco. Mas, acima de tudo, de sentido de
compromisso dos atletas, visto que condições humanas temos”, concluiu Gilberto Mendes, empossado sexta-feira (07) como
novo homem forte da Secretaria
de Estado de Desportos, entidade
criada pelo Chefe de Estado Filipe Nyusi após extinção do Ministério da
Juventude e Desportos.

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